Brasão

(azulejo existente na entrada da sede)

Adaptado de desenho do pintor António Lino de 1946, utilizado na capa do número 1 da revista Hospitais Portugueses de 1948.

Imagem encimada pela designação que identifica a Santa Casa da Misericórdia de Águeda, tendo na base a indicação do ano de fundação (1859).

Bordadura a vermelho com sete castelos de ouro que deriva do escudo Português, simbolizando o caráter nacional das Misericórdias;

Base em chaveta, transmitindo a ideia de concentração de esforços, de recursos, numa causa comum, do “todos por um”, induzindo-nos a centrarmo-nos no essencial.

A figura central é a Virgem do Manto aberto, (Senhora das Misericórdias), sobre um fundo azul celeste (significando que o limite para ajudar é o céu, o infinito), que cobre com o seu manto protetor os mais fragilizados, de várias classes sociais, havendo uma das figuras de rosto indefinido e de cor, simbolizando o “praticar o bem sem olhar a quem”, e mesmo a necessidade “envergonhada”.

As figuras (senhora das misericórdias e necessitados) assentam sobre um campo, que nos remete para as ondas de um mar revolto, simbolizando as dificuldades a que todas as classes sociais estão sujeitas, e pretende transmitir a ideia de que mesmo nos momentos de dificuldade, que serão para todos, há sempre uns que podem ajudar outros.

Surge ladeada por dois anjos que a acompanham na prática da caridade, reforçando o caráter religioso da Instituição e a proteção divina para quem apoia os necessitados.

Interpretação/legenda de João Lousado em 08/06/2015